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CARTA ABERTA PARA A TRANSFORMAÇÃO SOCIAL

QUEREMOS CONSTRUIR UM MUNDO QUE...

...seja expressão concreta de Justiça Social, de Democracia e de Sustentabilidade, tendo como princípio o Bem Comum.

 

Um mundo onde a justiça e a equidade são a chave relacional entre as pessoas e onde os grupos que são vulnerabilizados e invisibilizados pelo sistema atual vivam plenamente a sua dignidade.

 

Um mundo onde o ser humano não é o centro, mas onde o planeta e a vida em todas as suas formas e diversidades assumem um lugar central.

 

Um mundo onde a sustentabilidade seja uma prioridade e onde o cuidado das pessoas e do planeta nos comprometa com as gerações futuras na partilha dos bens comuns.

 

Um mundo onde existe uma multiplicidade de conhecimentos e de perspetivas face à realidade e onde a diversidade não é obstáculo, mas força e potencialidade para a transformação social.

 

Um mundo onde a economia é um instrumento ético ao serviço de todo o ecossistema.

 

Um mundo aberto à alteridade, à utopia e à criação coletiva de Alternativas.

PARA TAL...

… precisamos de processos de transformação social que questionem sistemas, paradigmas e as relações de poder dominantes e a partir dos quais sejam possíveis formas alternativas de pensar e agir.

O caminho da transformação social faz-se em diálogo, através da reflexão conjunta sobre os problemas ou os desafios sociais, e questionando as práticas, as causas e as consequências das opções que tomamos.

 

Transformar é mobilizar para a ação, mudar a partir de dentro, criar rupturas com o atual sistema, acreditando que as abordagens paliativas serão sempre formas de o reproduzir. A transformação social é, afinal, uma outra forma de falarmos da emancipação dentro de processos coletivos e partilhados.

 

A transformação social não se fecha em si mesma, não é um processo linear com um fim pré estabelecido, passa por várias fases e alimenta-se de contributos diversos.

 

A educação, a aprendizagem e o encontro plural de saberes são essenciais para a promoção de aspirações individuais e coletivas de mudança, predispondo para a ação, a partir do reconhecimento de que são possíveis alternativas, mesmo num contexto que pode parecer forte demais para ser transformado.

POR ISSO...

... fica o desafio para a leitura, comentário, reescrita e partilha desta Carta Aberta, como ponto de partida para a colaboração e co-construção de novos mundos com um sentido de cidadania global.

Setembro 2018